Cervejas Artesanais, por onde começar? - Parte 2


Cervejas Artesanais, por onde começar? - Parte 2

Você já deve ter visto por aqui uma publicação trazendo algumas dicas para quem deseja se aventurar na experimentação das cervejas artesanais, certo? Falamos da importância de se permitir experimentar novos sabores e texturas. Caso ainda não tenha visto, clique aqui. Afinal, quando nos entregamos a experiências diferentes daquelas que estamos habituados, aumentamos nossas chances de descobrir novas nuances cervejeiras, além de desenvolver um paladar apurado com experimentações mais complexas.

No post de hoje, propomos uma continuação para aqueles que se aventuram no mundo das cervejas artesanais, com uma trinca de dar água na boca. Preparados?

Ainda levando em conta nossa premissa de experimentar sem medo de arriscar, sugerimos três rótulos de altíssima qualidade, com níveis de complexidade crescentes que vão despertar seu paladar!

 

Quarto passo: Bohemian Pilsner

Em meados do século XIX, a província de Pilsen (Plzen), no reino medieval da Boêmia (atual República Tcheca), era muito conhecida pela qualidade de sua cerveja. Após alguns lotes ruins, e muito desperdício (em certa ocasião, 36 barris foram descartados), alguns moradores ouviram falar de um novo método de fabricação de cerveja na vizinha Munique. Após algumas visitas à região da Baviera, uma parceria com o mestre cervejeiro bávaro Josef Groll foi consolidada e novas operações de fabricação de cerveja em Pilsen deram uma guinada.

No dia 5 de outubro de 1842 uma nova cerveja, com sabor acentuado e refrescante foi elaborada. Nascia ali, a primeira Pilsen!

A Leopoldina Bohemian Pilsner é do tipo pale lager, uma cerveja clara, de baixa fermentação, que se diferencia pela evidência do lúpulo Saaz, da própria região de Pilsner, na República Tcheca. Com aromas maltados e levemente florais, é uma cerveja não filtrada, com um colarinho branco de excelente textura e consistência. Por sua versatilidade, harmoniza bem com diversos pratos. A característica coloração amarelo-dourado e inigualável refrescância fazem dela uma das mais pedidas entre todas as cervejas!

 

Quinto passo: Session Pale Ale

A origem da categoria de cervejas Session remonta ao século XVIII, na Inglaterra. Na época, era comum os trabalhadores ingleses consumirem cerveja durante suas pausas no trabalho, chamadas de “session”. Para evitar com que ficassem embriagados, eram servidas cervejas mais leves, com grau alcoólico entre 3-4% ABV. Com essa leveza e alta drinkability, e sem perder aroma e sabor, a Session foi ganhando espaço.

É importante ressaltar que a Session é uma categoria entre as cervejas, ou seja, é quando um determinado estilo de cerveja é suavizado, a fim de facilitar o seu consumo, oferecendo grau alcoólico que dificilmente passa dos 5% ABV. Hoje em dia, o termo é amplamente utilizado por muitas cervejarias norte-americanas para descrever versões mais suaves de alguns estilos, como IPA e Pale Ale, entre outras.

A Leopoldina Session Pale Ale é elaborada com maltes especiais e lúpulo europeu, tendo como principal característica o frescor. É uma cerveja do tipo Pale Ale, clara e de alta fermentação, com aromas frutados e ligeiras nuances florais e cítricas. A coloração dourado claro e sua refrescância fazem dela uma cerveja extremamente versátil. Assim como a Bohemian Pilsner, ela não é filtrada e possui colarinho duradouro e textura cremosa. É uma cerveja fácil de beber que pode ser servida sozinha ou com acompanhamentos.

 

Sexto passo: American Pale Ale 

Concebida nos Estados Unidos, o estilo American Pale Ale (APA) surgiu entre os anos 1970 e 1980, tendo como principal característica a presença de lúpulos americanos. Descendente direta da IPA (India Pale Ale), ela possui um equilíbrio entre malte e lúpulo, com um corpo mais leve e um toque cítrico. Como uma boa Ale, ela possui alta fermentação, passando por um processo químico com temperaturas entre 15 e 24°C. Com isso, a levedura vem à tona na mistura, o que possibilita também uma série de particularidades à bebida, como a complexidade do seu sabor e coloração característica.

O destaque da Leopoldina American Pale Ale está no marcante aroma cítrico. Assim como na IPA, o lúpulo também assume protagonismo nesta cerveja. Elaborada com a técnica dry hopping, que possibilita a inserção dos lúpulos Simcoe e Citra durante o longo processo de maturação, ela revela o intenso aroma cítrico do lúpulo, com sabor e amargor característicos. O malte Extra Pale Maris Otter é responsável pela coloração dourada, resultando em uma cerveja de grande equilíbrio e perfeita harmonia com o perfil refrescante dos lúpulos.

Com essas três dicas saborosíssimas, você vai poder explorar com propriedade uma maior complexidade de aromas e texturas, e assim, refinar seu paladar para apreciar cervejas artesanais mais ricas e cheias de nuances, aproveite!



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