Cervejas Artesanais, por onde começar?


Cervejas Artesanais, por onde começar?

O mundo das cervejas artesanais é abundante! São inúmeras combinações de ingredientes que interagem entre si proporcionando experiências cervejeiras verdadeiramente ricas.

Com essa diversidade de sabores, fica difícil saber por onde começar. Preparamos esse blog post com o intuito de oferecer um direcionamento para quem se inicia na experimentação das artesanais. Sem a pretensão de impor qualquer tipo de regra, sugerimos apenas algumas opções para você curtir uma progressão gradativa e prazerosa. Vamos juntos?

 

Antes de mais nada: experimente

Antes de começar a nossa jornada, é importante salientar que a qualidade da sua experiência cervejeira vai depender muito da sua abertura ao novo. Ter a mente aberta para explorar novos sabores, texturas, cores e harmonizações é fundamental para que você experiencie diferentes nuances durante o processo e consiga desfrutar da diversidade das cervejas artesanais com profundidade. É claro que você pode iniciar degustações a partir de suas preferências, mas não se limite apenas às combinações que você já conhece. Às vezes, você pode encontrar uma joia rara quando menos espera. Quanto mais você se permitir experimentar novos sabores, mais aguçado seu paladar vai se tornar.

 

Primeiro passo: Pilsner Extra

Por muito tempo, o brasileiro se habituou a consumir as populares American Lagers - cervejas mais leves, de coloração dourada clara e baixa formação de espuma. Produzidas em grande escala, elas são mais acessíveis e de baixo custo, desenvolvidas para agradar o maior número de paladares possível, portanto, cervejas de alta drinkability.

O que acontece é que, apesar de serem originadas dos estilos German Pilsner e Bohemian Pilsner, o nome "Pilsner" comumente utilizado no Brasil, é muito mais uma questão comercial. Isso porque a legislação brasileira permite a substituição do malte de cevada por adjuntos cervejeiros em até 45%. Em outras palavras, com a adição de cereais não maltados (permitidos por lei) nas American Lagers produzidas em massa no Brasil, tais como arroz, trigo, centeio, aveia, milho, entre outros, além de diminuir os custos de produção, a cerveja perde em nuances de sabor.

Diante desse cenário, o primeiro passo que recomendamos aos iniciantes das cervejas artesanais seria a introdução à Pilsner Extra puro malte. Elaborada com maltes especiais e lúpulos da região de Pilsen, na República Tcheca, a Leopoldina Pilsner Extra apresenta aromas de notas florais e levemente maltadas. Acompanhada de queijos diversos, comidas de boteco, frutos do mar e feijoada, ela fica ainda mais saborosa!

 

Segundo passo: Witbier 

Tradicionalmente produzida na Bélgica e na Holanda, a Witbier (do holandês, cerveja branca) é a descendente direta das cervejas medievais, armazenadas antigamente com temperos cítricos. Também conhecida como Belgian White, a cor mais clara é proveniente do uso do trigo e da aveia com o malte de cevada. O toque diferenciado da receita tradicional da Witbier deve-se muito ao uso de sementes de coentro e cascas de laranja, trazendo sabor mais condimentado, refrescante e cítrico. Algumas variações contemporâneas trazem outros tipos de frutas cítricas como limão siciliano, tangerina e grapefruit, e podem levar também manjericão e hortelã em suas composições.

Produzida com uma delicada seleção de maltes de trigo, a Leopoldina Witbier possui um toque adocicado e cítrico, provenientes do coentro e da casca de limão siciliano. A harmonia indiscutível desses ingredientes revela uma bebida agradável que proporciona combinações deliciosas com queijo de cabra, camarão, lula e mariscos. Uma cerveja de paladar leve e refrescante, fácil de beber e com o diferencial das especiarias, característica típica da escola de cervejas belgas.

 

Terceiro passo: Weissbier

As famosas cervejas de trigo, chamadas de Weizenbier, ou somente Weiss, são cervejas típicas da região da Bavária, ao sul da Alemanha. A diferença entre os termos utilizados é que Weizen significa trigo, e Weiss significa branco. Ambos referem-se à aparência clara, branca e turva desse estilo. Encorpada, cremosa e muito saborosa, é uma ótima cerveja de entrada. Devido ao seu baixo amargor, também se adapta facilmente ao paladar brasileiro.

A Leopoldina Weissbier é extremamente refrescante, produzida com o melhor trigo da Bavária – uma das regiões cervejeiras de maior prestígio na Alemanha – e apresenta aromas de cravo e banana, características do estilo. Elaborada com malte de trigo e de cevada, a Wiessbier não é filtrada, apresentando aspecto turvo de coloração amarelo-palha, sabor leve e frutado. É um estilo amplamente difundido na Alemanha, que agrada aos mais diferentes paladares. A harmonização fica por conta de queijos macios e suaves, atum, saladas, bolinho de bacalhau e frutos do mar.

 

Agora que você já sabe por onde começar sua experiência com cervejas artesanais, lembre-se de estar receptivo a novos sabores.

Ao degustar cada estilo, desenvolva um paladar curioso e aberto às diferentes nuances, de preferência fazendo harmonizações adequadas. E o mais importante, experimente sem medo de arriscar!




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26/11/2020


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