Cervejas Artesanais, por onde começar? - Parte 3


Cervejas Artesanais, por onde começar? - Parte 3

Se você é um dos nossos leitores assíduos, já deve ter visto nossos artigos com dicas sobre onde começar sua jornada no mundo das cervejas artesanais. Se ainda não leu, você pode achá-los aqui e aqui. Encerrando nossa série, hoje preparamos três opções para paladares mais apurados, totalizando um total de nove dicas, desde o início dessas postagens! Preparado(a)?

 

Sétimo passo: IPA

A história da IPA (India Pale Ale) talvez seja uma das mais contadas no mundo cervejeiro. Diz a lenda que a IPA nasceu por uma necessidade comercial do Império Britânico durante o século XVIII, que precisava garantir que suas cervejas chegassem em boas condições até a Índia. A produção de uma Pale Ale com maior teor de álcool e lúpulo (conservantes naturais), garantiria que a cerveja aguentasse a longa viagem de navio do Reino Unido à colônia indiana.

A Leopoldina IPA é uma típica American IPA, com aroma de notas cítricas e florais. Elaborada com a técnica dry hopping, que possibilita a inserção do lúpulo durante o longo processo de maturação, ela apresenta um aroma intenso e amargor mais evidente, além de grande persistência. Sua coloração de cobre avermelhado e espuma generosa evidenciam uma cerveja forte, encorpada e muito equilibrada. Vai muito bem com pratos mexicanos, indianos e japoneses, além de empanados, hambúrguer e queijo gorgonzola.

 

Oitavo passo: Red Ale

De forma geral, o que caracteriza uma Red Ale são seus tons avermelhados, que tipicamente variam entre as cores âmbar e marrom, além do aroma caramelizado com notas de malte, algumas variações que privilegiam aromas de frutas ou herbáceos e terrosos causados pelo lúpulo.

A Leopoldina Red Ale é elaborada com um blend de maltes especiais e lúpulos do tipo East Kent Golding, provenientes da Inglaterra - o país pioneiro na produção deste estilo de cerveja. Sua coloração rubi intensa e característico corpo, fazem dela uma cerveja incrivelmente gastronômica. Apresenta ainda generoso colarinho e excelente textura, com notas aromáticas de caramelo e toffee em perfeito equilíbrio com as terrosas nuances, características do estilo. A harmonização ficar por conta das carnes vermelhas, massas condimentadas, risotos, embutidos e queijos curados.

 

Nono passo: Porter

As primeiras menções históricas à cerveja Porter remontam ao início do século XVIII na Inglaterra.  Este estilo de cerveja de coloração mais escura e de perfil torrado era muito popular entre os trabalhadores portuários ingleses e irlandeses, chamados popularmente de “Porters”, em inglês. Após uma queda de consumo pouco antes do período da Primeira Guerra Mundial, ela foi reintroduzida em meados da década de 70, ganhando maior popularidade no início da era da cerveja artesanal.

A Porter é considerada a “mãe” da cerveja Stout que originalmente era chamada de "Stout Porter”. Suas principais características são notas que remetem a café, chocolate amargo e toffee, além da coloração marrom clara à escura, com moderada espuma de cor bege.

A Leopoldina Robust Porter representa com perfeição o perfil clássico deste tradicional estilo, com destaque para a característica tostada do malte. Mais intensa e com nuances de torrefação mais evidentes do que a Porter, a Leopoldina Robust Porter é uma cerveja escura elaborada através da seleção de tradicionais maltes ingleses, garantindo notas de chocolate e café. O lúpulo Cascade agrega complexidade ao aroma, além de aportar um delicado amargor, garantido perfeita harmonia com as notas tostadas do malte. É uma cerveja encorpada e elegante que harmoniza bem com carnes vermelhas grelhadas, charcutaria, massas e risotos condimentados, além de sobremesas como chocolates.

 

Com esse arsenal de dicas à sua disposição, esperamos que sua experiência cervejeira seja ainda mais rica!

 

Por Denycker Kaefer.

 




Por
23/03/2021


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