5 curiosidades sobre o Lúpulo


5 curiosidades sobre o Lúpulo

Muitos já sabem que as cervejas são basicamente compostas por água, malte de cevada, lúpulo e levedura. Mas, você sabe qual é o papel do lúpulo? Por que ele é tão importante na elaboração da cerveja? Nesse artigo vamos falar sobre a importância do lúpulo na elaboração de uma cerveja de qualidade e te passar 5 dicas para você se tornar um expert nesse assunto. Pega a caneta e o papel, e vem com a gente!


1. O que é o lúpulo?


O lúpulo é uma planta trepadeira da família Cannabaceae que adora clima frio e exige condições específicas de solo para o seu desenvolvimento. Por esses motivos, são poucos os países produtores de lúpulo. Os mais conhecidos são: Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.O plantio de lúpulo no Brasil tem uma história recente e a produção em larga escala é ainda considerada
desafiadora, justamente pela questão climática, já que a planta necessita de frio, altitude e, em média, 14 horas de luz ao dia. Por suas características de trepadeira, é uma planta que tem capacidade de crescer em torno de 4,5 a 6 metros e possui flores polinizadas pelo vento que atraem borboletas.
Historicamente, o lúpulo era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca durante o seu transporte, atuando como um conservante natural. Diz a lenda que na virada do século XVIII, os britânicos começaram a produzir cervejas mais fortes que precisavam aguentar viagens longas até a Índia. Nascia aí então, a IPA, tendo o lúpulo como ingrediente fundamental para preservar a bebida nesse longo trajeto.


2. O que é importante no lúpulo?


Sob o olhar cervejeiro, basicamente são 3 grupos de substâncias que mais nos interessam: as resinas (alfa e betaácidos), os agentes flavorizantes (óleos essenciais) e os polifenóis (substâncias químicas ricas em antioxidantes). A planta do lúpulo possui os sexos feminino e masculino, porém na elaboração das cervejas, apenas as flores da planta fêmea são utilizadas. Delas, são extraídos os princípios ativos do lúpulo: conhecidos como resinas, agentes flavorizantes e polifenóis.


3. Resinas: alfa e beta-ácidos - amargor


Dentre as resinas, os alfa-ácidos conferem agradável amargor, além de contribuírem para a estabilidade da espuma e aumentarem o tempo de vida do produto, devido às suas propriedades antibacterianas. Em estado natural, os alfa-ácidos não se dissolvem na água. Mas, quando fervidos, eles sofrem uma reação conhecida como isomerização, que transforma compostos menos solúveis em água (alfa ácidos) em compostos mais solúveis em água (iso-alfa-ácidos). Com o aumento da solubilidade, os iso-alfa-ácidos conferem amargor em maior intensidade à cerveja. Os beta-ácidos, por sua vez, exercem maior influência na formação de aromas.
No geral, pode-se dizer que as resinas do lúpulo têm como função principal determinar o amargor, apesar de terem propriedades secundárias importantes como ajudar na digestão e na estabilidade da espuma da cerveja.


4. Agentes flavorizantes: óleos essenciais - aroma


Os agentes flavorizantes são chamados de óleos essenciais ou aromáticos e são encontrados na glândula de lupulina. Embora tenham grande importância no processo de elaboração das cervejas, eles constituem apenas de 0,5 a 3% do peso total da flor do lúpulo. Por serem voláteis (com baixo ponto de ebulição) e terem também baixa solubilidade em meio líquido, quando fervidos, conseguimos identificá-los dispersos no ar, conferindo aromas característicos de acordo com cada tipo de óleo essencial.
Os óleos essenciais, portanto, podem trazer notas aromáticas de frescor, picantes, amadeiradas, cítricas ou florais.


5. Polifenóis - conservação


Finalmente, os polifenóis são antioxidantes naturais. Eles protegem a cerveja das reações de oxidação e assim, indiretamente, elevam a estabilidade do sabor. Além disso, os polifenóis apresentam efeito anti-inflamatório, antimicrobiano, modulador do sistema imunológico e controlador da pressão sanguínea em humanos. Os polifenóis contidos no lúpulo influenciam no paladar e no corpo da cerveja, dando a sensação de preenchimento de boca, além de auxiliarem no aumento do tempo de vida de prateleira.

 

Curiosidade: etimologia

O nome do gênero, “Humulus”, teve origem na Idade Média, vindo do antigo termo germânico Humel ou Humela (referente à “produtor de frutas”). Já o termo “lupulus" é a palavra latina para "pequeno lobo”, em alusão ao fato que suas hastes flexíveis, ao crescerem, se enrolam e “estrangulam” outras plantas, como o lobo faz com suas presas.


Agora que você sabe tudo sobre o lúpulo, que tal colocar esse conhecimento em prática saboreando a sua
Leopoldina favorita?



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